Enfim me submeti!
Calcei sandálias de pescador,
de costas ao mundo exterior
por novo tempo
então segui.
Cortei a raiz e minha planta se desfez
morta e ressequida,
na aridez
de meus pés sobre o chão quente:
Salpiquei de estrelas o novo caminho.
Voltei a me olhar!
O meu peito estremecia sob o filme da verdade:
debrucei sobre os meus sonhos;
me despedi da saudade
enquanto revia a antiga trajetória;
carreguei a mala cheia de recordações.
Sobrevivi!
Acalentei
a esperança e me alimentei da fé.
Qual astronauta perdido a vagar pelo infinito
sem destino – à procura de si...





