‘Que dizer da super proteção que
o amor filial nos impõe? Quando temos filho(a)s muitos de nós, não todos com
certeza, tornam-se super protetores. Eu mesma caí de cabeça, mergulhei
profundamente na crença de que - “eu faria a diferença” - na vida futura de
meus filho(a)s e assim fui assumindo a dura e longa jornada. Empenhada em dar-lhes
o que de melhor em mim havia, labutei por longo tempo em abrupta caminhada rumo
ao futuro. Assumi meu trabalho com afinco e dedicação, sempre tentando ser -“a
melhor entre os melhores”- o que me causou muitas decepções e grandes lutas no
transcorrer dos anos, desde que nasceram até o dia em que eles iniciaram suas
próprias jornadas. Olhando atrás (- justo o que não devemos fazer!) eu me
pergunto: - Por que meus bons planos falharam? Em que instante o Supremo Deus
os assumiu e aos seus destinos? E foi quando mais lutei contra tudo e todos, na
vã tentativa de retê-los no lar, retardando sua saída mundo afora, sabendo de
antemão do mal que ele pode nos causar. Mas
já crescidos, uns na adolescência, julgavam-se capazes de sobreviver sozinhos
ou pior ainda - mal acompanhados. Começaram cedo na rebeldia peculiar aos
adolescentes e, foram um a um, saindo da minha vida em busca das suas conquistas
pessoais. - Eu fiquei só! Sobreveio a -“síndrome do ninho vazio”- insônia e
depressão não me faltaram e assim comecei a ouvir e ler a Palavra, na tentativa
de entender a minha decepção. Pouco a pouco e ao longo de 20 vinte anos
seguintes reaprendi a viver sem eles sob a minha proteção e, cada dia mais os
entregava na Mão de Deus, nas mil orações e pedidos, entre lágrimas de saudade
que me caiam pela face antes lisa e ora já tão marcada; compreendi afinal que
mesmo à distância o amor sobrevive e que jamais se cansa e nem se perde o elo indestrutível,
que o longo convívio nos legou. Hoje vejo minha descendência já adolescente.
Sobrevôo no passado indo ao encontro do futuro. Sinto uma nesga de impotência e
ao mesmo tempo, percebo com nitidez ter participado de um plano superior,
misterioso e profundo, que me deu ao seu tempo, uma Família unida pelos laços
consangüíneos do amor e só agora consigo visualizar à distância, na repetição
dos seus atos de responsabilidade, a mesma que com a ajuda do meu Senhor, consegui
lhes transmitir. - Eles são eu no passado! Germinados em mim, eles brotaram e
cresceram, deram os seus próprios frutos e se empenham em protegê-los das ervas
daninhas mundanas. - Que bom! O plano não era meu e sim, um plano maior d’Aquele
que nos criou e permitiu-me desempenhar a missão de amor e dedicação. Ele sim os
blindou com o seu selo a geração da minha posteridade. Àqueles que não vingaram
e a um tão especial, que muito cedo tombou no campo da batalha deste mundo, o meu
maior amor e saudade eterna. Aos sobreviventes, o meu sincero bravo e meus
aplausos! Não fui eu quem venceu, mas
sim vocês que são os meus vencedores descendentes e que irão realmente – “fazer
a diferença” - no mundo atual e no futuro.’ - Super proteção ® Roseli Busmair -
©2012-07-17.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Silêncios ® Roseli Busmair
Amo estes silêncios matutinos
Quando viajo nas distâncias;
Ouvindo um badalar de sinos
Que se dissolve em minhas ânsias
Amo este silenciar e a sonhar,
Voar acordada pela infância
Num tempo bem distante a amar
Envolvida de plena esperança
Amo este som sonoro a silvar
Das aves soltas num azul céu
Voando amigo a me encantar
Amo este silêncio de te amar!
Amo a penumbra d’um véu
Fazendo o sereno desnevoar!
Amo... Ah! Sonho desatino!
Desde quando fui menina
Eu abria de leve a cortina
E, te sonhava, meu menino!
Silêncio ® Roseli Busmair
In_Web_ Poema
_Jun_ 2008
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