Penso muito...Volto no tempo.
Reavalio cada situação vivenciada.
O que muito incomoda é a pergunta mais gritante:
- Fiquei acomodada?
Antes nem pensava e agia por impulso,
uma verdadeira serelepe que
agitava o mundo ao meu redor.
Hoje, pensar sem planejamento direcionado a algo especial,
resiste na retórica de pensar
que nem deveria estar pensando tanto.
Devia era agir! Ação imediata!
E tomar a decisão é o que mais amedronta.
Não é o superar obstáculos, que de pequenos,
ora parecem montanhas intransponíveis,
abismos obscuros em caminhos sinuosos aos quais teme-se adentrar.
Daí, melhor é ficar parada. Estática!
Isto! O tempo me deixou
estática, quase estátua!
Penso logo existo...
Mas, se desisto antes mesmo de tentar por faltar a antiga coragem,
será que estou existindo ou apenas vegetando,
simplesmente vendo a vida passar
?
É início de ano e é a necessidade que me obriga a agir.
Tomo uma decisão, certa ou errada, ou estou em maus lençóis.
Preciso sobreviver.
A necessidade nos dá criatividade, isto é certo.
Então onde está a criatividade se estou deveras necessitada?
Alimento planos e enquanto isso, engordo.
Deito para descansar um cansaço que é da Alma,
não do corpo, já que ele
está mais que descansado.
Na verdade está até cansado de o descansar.
A balança sobe e aumenta uns quilos mais.
Também não quero ficar magra demais.
Prefiro estar a meio termo, nem gorda, nem magra.
Não estou me referindo a Alma
- ela não engorda !
*2002*

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